7 dicas para seu salão de beleza ser lembrado pelos clientes

A marca é o que, muitas vezes, faz uma pequena empresa ser diferente dos concorrentes. Ter uma identidade visual no negócio ajuda o empreendedor a ficar na cabeça dos clientes e construir uma relação com os consumidores.


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Este processo é fundamental também para atrair novos clientes. “O que acontece é que, às vezes, o seu público-alvo acaba não te percebendo como uma marca para consumir, porque você faz uma identidade que não remete aos valores que a pessoa tem e ela não vai te ter como uma opção”,explica Marcos Bedendo, professor de Gestão de Marcas e Marketing estratégico dos cursos de Graduação e MBA da ESPM.

Este processo de construção de marca começa junto com o negócio. “Definir a área de atuação ajuda a definir a identidade dessa empresa”, diz José Luis Turiani, coordenador de Marketing e Gestão Comercial das Faculdades Rio Branco.

1. Liste os valores

A identidade visual do seu salão deve traduzir os objetivos e valores do negócio. Pode parecer abstrato, mas ajuda a construir um diferencial. “Qualquer coisa que identifique visualmente o salão de beleza logo ou fachada, tem que estar de acordo com os valores, os interesses e o diferencial que ela vai oferecer”, afirma Bedendo.

O empreendedor pode listar as vontades que tem para a empresa e suas perspectivas para começar a pensar na marca. “A partir daí, inicia o processo de escolha dos elementos da marca”, indica o professor da ESPM.

2. Conheça o público

Mesmo sem um orçamento grande para fazer pesquisas, é importante ouvir opiniões antes de definir esta identidade. “Faça uma pesquisa informal com amigos para ver se gostam ou não. Não cometa o erro de ficar mudando muitas vezes sua identidade”, indica Turiani. Segundo Bedendo, o mercado hoje não tem regras fixas para definir as marcas, mas é importante saber como cores, formatos e desenhos influenciam seu público-alvo.

3. Pense nas cores

As cores transmitem mensagens importantes para marcas. Geralmente, cores primárias são mais populares e informais, e tons terrosos e neutros transmitem a ideia de sofisticação e formalidade.

A escolha deve ser bem pensada e a ausência de cores precisa ser testada também. “Vale lembrar que o logotipo tem que se comportar bem em preto e branco. Muitas vezes, fica bem em cores, mas quando coloca PB perde toda a composição”, sugere Turiani.

4. Não abuse dos detalhes

Seja simples e direto. Essa é a sugestão dos especialistas na hora de compor toda a identidade da marca. “Existem algumas regrinhas básicas do design, como ser o mais simples possível, usar poucas cores e poucos tipos de letras para não causar confusão”, ensina Turiani.

Vale também evitar alguns símbolos complicados, apelativos ou que lembrem times de futebol, religiões e partidos políticos. “Alguns podem ter paixão por aquele time, mas outros, ódio”, sugere o coordenador.

5. Não pense apenas na logo

A sua identidade visual vai além de logomarca e fachada do salão. “É uma questão fundamental que vai permear todas as atividades de comunicação da empresa, desde uniforme e papelaria até vitrine”, indica Turiani.

Todo este desenvolvimento serve para criar uma identidade que realmente represente o seu salão. “Não é só visual, o nome e o ambiente também são maneiras de identificar a marca. Em alguns casos, até assinaturas musicais fazem parte desse processo”, diz Bedendo.

6. Seja profissional

Muitas vezes, o dono do salão consegue, sozinho, desenvolver um nome e uma marca para o negócio. O perigo é parecer pouco profissional. Por isso, em algum momento, pode ser necessária a ajuda de uma empresa ou profissional. “Ele pode até bolar sozinho o nome, mas vai precisar de uma agência ou designer que faça a parte visual”, afirma Bedendo.

7. Cuide bem da marca

O trabalho com a marca é constante, alertam os professores. “A gente pensa muito em logo como símbolo, mas é importante saber cuidar do branding do salão, cuidar da marca como um todo”, diz Turiani. O dono do salão deve participar ativamente deste processo. “Ele tem que se informar, procurar uma literatura ou um curso, para pegar alguns princípios básicos de marca e não errar”, ensina Bedendo.

Outro ponto importante é fazer o registro da marca no INPI. “O custo é simples, demora anos, mas ele dá entrada e garante que não vai ter problemas”, explica Turiani.

Fonte: Exame PME


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