A tendência das Microfranquias, suas oportunidades, modelos e cases

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A tendência das Microfranquias, suas oportunidades, modelos e cases
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Negócios com investimento de até R$ 50 mil atraem empreendedores da classe média. Versões de negócios com baixo investimento são tendência para franqueadoras

As microfranquias, que tem investimento inicial de até R$ 50 mil e faturamento mensal máximo de R$ 30 mil se mostram promissoras para a economia nacional. O modelo registrou crescimento de 25% em 2012, superando os resultados gerais do setor que teve aumento de 16% no mesmo período. As versões de pequeno porte movimentaram R$ 5 bilhões no último ano, se tornando responsáveis por 5% do faturamento das franquias no país, de acordo com dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

O cenário próspero faz com que muitas marcas sejam criadas para atuar exclusivamente neste modelo. Simultaneamente, empresas consolidadas no mercado lançam versões simplificadas dos seus negócios para atender também aos pequenos empresários. Esta modalidade de operações mais enxuta atrai profissionais autônomos, que passam a operar sozinhos e em tempo integral as suas unidades. Em outros casos, as microfranquias são a escolha de investimento de quem ainda é funcionário em outra companhia, e utilizadas como fonte de renda complementar.

O baixo custo de implantação tornou as microfranquias as preferidas da classe média, trazendo para o mercado novos perfis de empreendedores com renda entre R$ 1.110,00 e R$ 3.875,00. “O setor cresce principalmente baseado nos emergentes. As pessoas da Classe C também são empreendedoras e querem ter um negócio próprio. Então, nada melhor para elas do que começarem com a microfranquia, pois o investimento e o risco são menores. Funciona como uma porta de entrada. O novo franqueado monta sua unidade pelo preço de um carro popular”, explica Edson Ramuth, Diretor de microfranquias da ABF, em entrevista ao Mundo do Marketing.

De autônomo a franqueado

Com o surgimento de microfranquias especializadas em serviços como limpeza doméstica, manutenção residencial e delivery de beleza, muitos autônomos migram e se tornam franqueados. O Brasil conta atualmente com mais de 1,5 milhão de profissionais que trabalham por conta própria registrados no MEI (Micro Empreendedor Individual), de acordo com informações do Portal Brasil. Este universo compreende desde donos de micro empresas até manicures, eletricistas, marceneiros, técnicos de informática, que passam a ver nas franquias a possibilidade de expandir o alcance de suas operações.

Algumas empresas como Dr. Resolve, Disk Manicure e Light Depil priorizam em seus modelos menores os franqueados especialistas no ramo e que atuem como operadores. Os profissionais ligados a uma empresa experiente no mercado passam a usufruir da credibilidade da marca. “Fazendo parte da franquia, a pessoa tem muito mais condições de divulgar seu serviço e crescer. Como autônomo, o trabalho ficaria restrito à mão de obra própria, mas como franqueado o caminho natural é contratar outros profissionais. O principal diferencial é estar em um grupo. Além disso, as ações de Marketing e publicidade podem ser mais efetivas, uma vez que os custos são divididos entre todos. Sozinho, o autônomo dificilmente poderia fazer tais investimentos”, analisa Edson Ramuth, da ABF.

A facilidade de ingressar neste modelo de negócios, contudo, pode esconder armadilhas, principalmente para profissionais que estão migrando da autonomia e iniciando sua primeira atividade empresarial. A procedência da empresa e seus antecedentes são alguns pontos de atenção para o sucesso do investimento. Na internet existem várias empresas oferecendo franquias milagrosas que prometem, entre outras coisas, retorno imediato e enriquecimento a curto prazo. “O Brasil tem leis de franquias que todos devem respeitar, inclusive as microfranquias. O primeiro passo para ter certeza é verificar se a empresa está filiada à ABF. Como nenhum negócio vai à frente sem a proatividade do empresário, outro ponto importante é ter afinidade com a área em que vai trabalhar. Se não há identificação com o ramo, a chance de dar errado é muito grande”, diz Edson Ramuth.

Tendência para as grandes marcas

Enquanto algumas empresas são criadas para operação exclusiva no modelo de microfranquias, outras marcas de médio e grande porte percebem o formato como uma possibilidade de expansão e lançam versões simplificadas das suas franquias. Com projeção de crescimento de 25% por ano até 2018, as microfranquias despertam a atenção pela possibilidade de exploração de novos nichos. A aposta é mudar o foco dos poucos e grandes empresários com altos investimentos para pequenos empreendedores e difundir serviços e produtos específicos que demandam estruturas mais enxutas. “A tendência é que as franqueadoras criem estas ramificações pela necessidade de fazer modelos mais simples para atender à demanda”, diz o Diretor de Microfranquias da ABF.

Fonte: Mundo do Marketing

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